Sobe para oito número de desalojados após explosão seguida de incêndio em Alcântara
A explosão seguida de incêndio ocorreu na última quarta-feira num prédio em Alcântara, Lisboa. Uma fuga de gás terá estado na origem deste incidente.
O incêndio destruiu parte do prédio após a explosão, sentida em volta na zona de Alcântara por volta das sete e meia da manhã de quarta-feira, não tendo, apesar de tudo, feito vítimas.
No prédio estavam três pessoas, um casal e uma outra moradora que vivia sozinha. Foram todos retiradas em segurança, constituindo o primeiro grupo de desalojados.
Ao local acorreram cerca de 40 meios, entre bombeiros (Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, dos Bombeiros Voluntários da Ajuda e dos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique), elementos da Polícia Municipal e Polícia de Segurança Pública.
Fonte da Proteção Civil municipal apontou, em declarações à Lusa, a possibilidade de a explosão ter sido provocada por “uma fuga de gás”: “Tudo indica uma explosão devido a uma fuga de gás”.
O edifício de habitação tem três pisos e duas frações por piso, tendo os andares superiores (1.º e 2.º andares) e a cobertura sido destruídos pela explosão e incêndio. Entretanto, um pequeno foco de incêndio passou para o prédio vizinho.
Oito desalojados
A Proteção Civil Municipal adianta agora que este incêndio deixou desalojadas um total de oito pessoas, três do imóvel diretamente afetado e cinco do prédio vizinho.
Na quarta-feira seriam apenas três as pessoas desalojadas, mas a Proteção Civil já admitia a possibilidade de que outros desalojados pudessem vir a fazer crescer aquele número.
Os novos desalojados eram moradores do prédio vizinho ao prédio onde se deu a explosão, revelaram as autoridades municipais, acrescentando que três dos desalojados têm alternativa habitacional na rede familiar e os outros dois (mãe e filha) estão alojados numa unidade hoteleira com acompanhamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).
De acordo com o ponto de situação de hoje, todo o prédio onde se deu a explosão ficou sem condições de habitabilidade, uma vez que o incêndio "se propagou de forma significativa, tendo provocado o colapso da cobertura e de parte dos pavimentos".
Apesar de "danos extensos causados pelo incêndio", a Proteção Civil afastou a existência de perigo quanto à instabilidade estrutural do edifício: "Não se afigura a existência de risco de colapso estrutural global da estrutura resistente principal dos edifícios observados. Admite-se, contudo, a possibilidade de queda pontual de materiais, associada a elementos construtivos e não estruturais afetados pelo evento, sendo de considerar que, com a normalização das condições térmicas, poderá ocorrer redistribuição de cargas e esforços nos materiais e elementos remanescentes".
Relativamente aos edifícios confinantes, a mesma fonte disse que "não se observam danos estruturais significativos suscetíveis de comprometer a sua estabilidade".
No caso do número 12, o incêndio propagou-se à cobertura, tendo sido consumida parte da estrutura em madeira, situação que determina a falta de condições de habitabilidade, mas não se identificam patologias estruturais relevantes, nomeadamente ao nível dos elementos resistentes, nem indícios de risco estrutural.
Depois deste ponto de situação, encontra-se agendada uma nova vistoria na próxima segunda-feira, pelas 11:00, pelos serviços municipais com a Unidade de Intervenção Territorial Ocidental do município, "em condições mais favoráveis, com vista à reavaliação e confirmação das condições de segurança observadas".
"Caso não se venha a verificar qualquer alteração de relevo no edificado, não estão previstas outras intervenções", adiantou a Proteção Civil Municipal.
c/ Lusa